Cinco dias em Kuala Lumpur | Ibis KLCC

Cinco dias em Kuala Lumpur | Ibis KLCC

A escolha de ir para Kuala Lumpur foi meio por acaso, mas bem acertada. Ao procurarmos vôos dos Emirados Árabes para o Sudeste Asiático, achamos preços muito em conta para a capital da Malásia. Pela sua posição geográfica (bem no meio da região), a cidade se tornou um hub bastante utilizado pelos viajantes. Ficamos no total de cinco dias e vamos contar um pouquinho sobre o nosso roteiro. Vamos lá! Começando pelas queridinhas. s2

Torres Petronas

Esses dois arranha-céus estão para Kuala Lumpur assim como Burj Khalifa está para Dubai. Presente em 4 de 5 lembrancinhas das lojinhas de souvernir, as torres fazem parte do cartão postal mais famoso e conhecido da cidade. Atualmente é o sexto edifício mais alto do mundo com 88 andares e 452 metros de altura. Elas são tão altas que é até difícil enquadrá-las nas fotos (mesmo com lentes grande-angulares, haha). E como ninguém é bobo, chove de ambulante vendendo aquelas lentes “fish eye”para celular lá em frente dos prédios. Basta você apontar o celular para frente da torre que um deles literalmente surge do seu lado para tentar te vender uma! É possível subir e ver a vista do observation deck. Para ser bem sincera, a gente não achou que valia a pena subir pois o mais legal do skyline é justamente essas torres. Mas para quem gosta, clique aqui para obter mais informações.

Compras, compras e mais compras

Tá aí uma coisa que nos surpreendeu em Kuala Lumpur! Quando você menos espera, você dá de cara com um shopping. Até quando você saí da estação de metrô, já está dentro de um. A cidade tem no total cinquenta e cinco shoppings – então quem gosta de comprar uma coisa aqui e outra ali, vai adorar! Não falta opção para todos os gostos e bolsos. O shopping Suria KLCC ficava pertinho do hotel da rede Ibis que nos hospedamos e foi uma mão na roda! Uma ótima dica é usar e abusar dos shoppings para almoçar e jantar. É possível achar opções bem baratas e saudáveis nas praças de alimentação. Custo médio de comida + bebida (água/refri) MYR 15/20 por pessoa. Na cotação de jan/19, isso seria mais ou menos 13 a 18 reais / 3 a 4.50 euros.

Compras, compras e mais compras

E já que estamos falando de shopping, não podemos deixar de falar da região chamada Bukit Bintang. Além dos shoppings centers já conhecidos, tem ruas muito movimentadas com cafés ao ar livre, bares, mercados noturnos e vendedores ambulantes. É muito popular com turistas e locais. É area muito cheia de vida e se forçar um pouco até dá para comparar com a Times Squares já que tem alguns bilboards gigantescos nas ruas. Atrás do shopping principal, tem uma ruazinha com vários restaurantes “pé sujo”- nos animamos e acabamos jantando por lá! Mas não se iluda, apesar de “pé sujo”, deixamos um pedaço de um rim lá. Pedimos uma porção de arroz, uma de camarão (vieram sete apenas), uma porção de lula frita e uma cerveja. Quantidade total ok para nós dois, mas que custou MYR 90.00 ou seja, um pouco “pega turista”.

Templo Hindu Batu Caves

Uma das coisas que achamos mais fascinantes em Kuala Lumpur foi a pluridade de religiões vivendo em harmonia. Devido a influências Chinesa e Indiana além do povo local, a cidade inspira e expira um mix cultural muito curioso. Começamos nossas visitas pelo Batu Caves que é simplesmente um templo hindu dentro de uma caverna no alto de uma montanha. Depois de subir 272 degraus e ao mesmo se esquivar dos macaquinhos (não se iluda com a carinha deles), você chega no templo. Sim, tome muito cuidado com os macaquinhos e não dê bobeira com sacolas, garrafas e principalmente câmeras e celulares. Eles estão muito acostumados com pessoas e por isso, ficam só na espreita esperando uma bobeira nossa. A caverna impressiona com seu teto bem alto e as aberturas por onde entram a luz do sol. Esse templo começou a ficar bem famoso no instagram desde que pintaram as escadas com cores do arco-íris complementando o visual da gigante estátua dourada do Lord Murugan. É bem fácil chegar no local, pois tem uma estação de trem bem em frente e o ticket custa MYR 2.50 por perna. Só fique ligado nos horários de volta, pois os trens não são muito regulares.

Templo Budista Thean Hou Temple

Outro templo que tem que estar no seu roteiro é o templo chinês Thean Hou. Ele é considerado um dos maiores templos buditas do Sudeste Asiático. Ele foi construído em cima de um pequeno vale e com isso, tem uma vista muito bonita da cidade. Esse templo é muito procurado por chineses para preces e também para casamentos. No dia que visitamos, vimos pelo menos 10 noivas em um espaço de duas horas! A arquitetura chinesa com seus adornos coloridos dão um toque especial ao local. Lembrando que a entrada é gratuita e é um lugar bem disputado por turistas e chineses para aquela foto no Instagram.

Mesquita “Masjid” Wilayah

Já tínhamos visitado mesquitas em outros destinos que visitamos anteriormente (Turquia, Marrocos, Abu Dhabi), mas foi a primeira vez que tivemos oportunidade de fazer um tour guiado! Apesar de ter vários voluntários e uma estrutura turística bem legal, ainda não está nos holofotes. Ou seja, diferente dos outros dois templos, é um passeio que dá para fazer com calma e realmente absorver cada detalhe. Além de não ter “fila” para tirar foto! Haha Durante o tour, aprendemos um pouco sobre a religião islâmica, sua influência na Malásia, os costumes daqueles que praticam essa religião além das explicações de cada detalhe da arquitetura da mesquita. Inclusive, Raja que foi nossa guia, é arquiteta e participou do projeto dessa mesquita que foi erguida no início dos anos 2000. Fantástico!

KL Forest Eco Park

Bem no centro da cidade e escondido das ruas movimentadas, existe uma mini floresta conhecida como KL Forest Eco Park e lá dentro é possível fazer uma pequena trilha. A atração mais legal é uma passarela com umas pontes suspensas que cortam o parque. Acho que vale a pena caso você esteja com crianças, mas senão acho um pouco furada. A entrada é gratuita e talvez por isso, o parque está meio deixado de lado. Nada que exponha perigo aos visitantes, mas poderia estar mais bem cuidado.

Onde se hospedar – Nossa experiência no Ibis KLCC

Basicamente existem quatro regiões para se hospedar em Kuala Lumpur: Chinatown, Bukit Bintang, KL Sentral (centro antigo da cidade) e KL City Center (KLCC – centro novo). Após a construção das torres Petronas, a região em volta desenvolveu exponencialmente e surgiu um novo bairro com foco comercial e conta com muitas opções de transporte, restaurantes, shoppings, lazer e pontos turísticos. Por isso, escolhemos acertadamente em nos hospedar no hotel da rede Ibis.

Sempre que buscamos opções de hospedagem temos 3 prioridades: conforto, localização e wifi. O hotel supriu acima das nossas expectativas nesses três quesitos. Depois de um dia cansativo explorando a cidade, tudo que a gente quer é chegar no hotel e descansar. Além de uma piscina com borda infinita com vista para o skyline de Kuala Lumpur, o hotel ainda tinha um SPA! Mas confesso que tinham dias que a gente queria mesmo era tomar um banho, ver um filme e ir dormir. Sem palavras para a cama! Mega confortável e se você é como eu super espaçosa, não terá reclamações nenhuma de seu(sua) parceiro (a) haha Outro ponto importante para gente é localização, sempre buscamos um equilíbrio de um lugar que seja próximo de transporte público mas que também nos permita ir andando para alguns lugares. Como o Ibis está localizado na região KLCC, a gente conseguiu aliar as duas coisas. Isso ajuda muito na economia não só de dinheiro, mas também de tempo. Estávamos sempre próximos dos lugares que queríamos ir. E por último e não menos importante: wifi! Como vocês sabem, eu e o Glauber estamos fazendo uma viagem de longa duração com objetivo de produção de conteúdo tanto para o site como principalmente para o instagram (se vc ainda não nos segue – dá uma espiada nos nossos perfis: @glaubew and @juhjuw). Então, nossa rotina também envolve trabalhar algumas horinhas por dia normalmente ao final do dia no hotel. Como esse é o horário que na maioria das vezes, a grande parte dos hóspedes estão de volta no hotel, é bem comum a internet ficar MUITO mais lentas o que dificulta nosso trabalho. Já até meio que esperamos que isso aconteça. Fomos surpreendidos positivamente nesse sentido! Apesar do hotel ser gigantesco (31 andares), não tivemos problema algum com a internet.

Visitamos Kuala Lumpur no final de janeiro bem próximo do feriado do Ano Novo chinês. Você deve estar se perguntando: “Por que ela está falando da China se o post é sobre Malásia?”. Como eu disse antes, há uma grande influência chinesa no país – inclusive devido um fluxo migratório em meados do século XX. Com isso, a Malásia possui a segunda maior população chinesa fora da China. Em 2017, três milhões de chineses visitaram Kuala Lumpur de um total de quase 13 milhões de turistas internacionais. Bom, voltando ao início, como o Ano Novo Chinês estava para acontecer, o hotel estava TODO decorado com objetos e adornos chineses. Inclusive, aproveitamos a decoração do lobby para tirarmos umas fotinhos fofas! haha

Transporte na cidade

A locomoção por Kuala Lumpur é bem fácil e cabe em qualquer bolso. No primeiro dia, nos aventuramos de metrô que é extremamente barato e simples de entender. A tarifa é basicamente de acordo com a quantidade de estações do seu trajeto custando as vezes centavos de real. Até no segundo dia, descobrirmos o Grab – aplicativo de corridas muito comum na Ásia e parecido com o Uber Brasil. Se achamos o metrô barato, o Grab conseguia ser ainda mais! Uma corrida de 3 km custava as vezes MYR 7 – menos que 5 reais. Então, contanto que seu celular esteja com internet – seja feliz com o Grab!

Melhor época para visitar

A boa notícia é que Kuala Lumpur é um destino que dá para visitar em qualquer época do ano. A má notícia é… Pera! Não tem nenhuma. haha Devido a sua localização geográfica, existe uma leve chance de chuvas rápidas durante Dezembro e Março, mas fora isso pode esperar temperaturas entre 25 e 35 graus

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